(Uma simples homenagem para duas pessoas que amo ler: minha Cunhadão, Adriana Godoy e Luísa Godoy, a monstra mais linda do mundo)
Sinto medo!
Medo de não te ler mais…
Então fico aqui esperando
cada letra
palavra
cada virgula
parágrafo…
E sem perceber
busco sentir sua voz nessa tela fria
na esperança de saber de você
do seu sonho
daquele pesadelo que continua te assombrando…
Também tenho medo de não enxergar mais seus passos
minuciosamente datilografados
corrigidos
feitos e refeitos
nesse português perfeito
E de não olhar o mundo com seus olhos
E de não sentir a vida que me escapa
E de saber, enfim, que há muito não me pertence mais
Medo de perder esse fio que me liga a você
ao seu mundo ilógico
literário
cibernético
e de saber que existem outros poetas sonâmbulos
escrevendo verdades
e sonhos
bebendo a própria loucura
dedilhada num teclado qualquer
distante…
E na sede que me consome
vejo o medo que cresce
cada vez que apago essa luz azul
que ilumina meu quarto
que acende meus olhos sedentos
e minha pobre alma refletida em seus escritos
Medo de ver por mim mesma
o que acredito não conseguir fazer
o que não me acho capaz de realizar
O feito perfeito
a letra
palavra
a vírgula,
parágrafo
mi-li-me-tri-ca-men-te correto
Então acendo a tela
e me ligo novamente a você
minha doce poetisa
E em êxtase bebo sua loucura digitalizada
saciando, mais uma vez, minha poética sede
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3 comentários:
[o quanto aconchega, o quanto "faz falta" a palavra que nos traduz, que nos seduz, daqueles que nos fazem falta pelos silêncios, pausas e reescritas no mundo...]
E Adriana, "faz falta"!!!
Um abraço,
Leonardo B.
parabens pelo apelo. se voce nada dizer, nada será dito.
o texto? lindo!
Já pensei em fazer um apelo assim. Adriana Godoy, considerada por mim, como a melhor poetisa da blogosfera. Firme, uma poesia que pertence a nós todos.
DRI!
Você sempre merece!
Beijos à autora e à você.
Mirze
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