segunda-feira, 28 de maio de 2018
domingo, 21 de maio de 2017
quando as lembranças me levam até você e fico aqui, tão longe, sentindo seu cheiro impregnado em mim, e sem poder tocá-lo, só mesmo sentindo a distancia, a saudade, a dor de viver assim. lembranças, tantas lembranças que o tempo insiste apagar e nada neste mundo consegue me fazer esquecer. e fico aqui, nessa saudade que aos poucos me mata, e nunca poe fim neste amor que sinto por você.
sábado, 14 de novembro de 2015
Tenho pra mim
Tenho urgência de
ver exposta toda a hipocrisia, que de tão rasteira, cada dia se faz mais
visível, palpável...
Tenho sede de
justiça e real transparência, sem ações ocultas, obscuras...
Tenho também em mim
a certeza absoluta de que nada ficará impune. Nada!
Minha consciência?
Tranquila, limpa, pura.
E a sua?
Há tempos esqueci...

esqueci seu olhar doce
medroso
esqueci seu pescoço tenso
o cabelo grisalho
e seu corpo nú
colado ao meu
Há tempos esqueci de entender
todo o desejo
todo medo
cada gesto inacabado... distante
meu sonho de você
Há tempos esqueci de nós
de nossos beijos malucos
de nossos intensos desejos
de nossos corpos enroscados
na grama, no chão, nesse colchão
Amor distante
Tenho em mim um amor gigante, que mesmo distante, não cessa nunca. Arde. Sufoca. Parece não ter fim e faz doer minha alma.
Dia após dia....
Não lembro de um tempo que esse amor não me tenha sentir toda essa saudade.
Não me lembro de algum dia que ele de fato tenha sido esquecido.
Dia após dia...
Eternamente em mim. Simples assim.
Dia após dia....
Não lembro de um tempo que esse amor não me tenha sentir toda essa saudade.
Não me lembro de algum dia que ele de fato tenha sido esquecido.
Dia após dia...
Eternamente em mim. Simples assim.
quinta-feira, 2 de maio de 2013
Gosto é gosto
Vou dizer uma coisa que para
quem não entende do assunto vai parecer que fiquei louca de vez: somos uma
espécie em evolução, já perdemos quase todos os pelos do corpo (menos o Tony
Ramos, rs), muitos de nós já não tem mais os dentes de siso e os caninos são
cada vez “menos canino”. Nosso dedo mindinho dos pés esta cada vez menor
(dentro de algum tempo é provável que a espécie humana nasça sem eles já que
não tem “função”, assim como amígdala e apêndice) e o parto normal é cada vez
mais raro (definitivamente não é por conta dos médicos que preferem a cesária,
conheço várias mulheres, incluindo eu que fiquei 36 horas em trabalho de parto,
que tentaram de tudo para ter parto normal e na hora H tiveram que ser
submetidas à cesariana pois tanto a mãe quanto a criança correriam risco de
morrer). Nosso corpo está mudando completamente, basta olhar as crianças de
hoje em dia para perceber que feições e traços do rosto, pele, pelos, entre
outros, está cada vez mais sutil, bonito, leve, bem diferente dos nossos
antepassados “rústicos”, grosseiros”, “pesados”. Minha teoria é que dentro do
processo evolutivo do ser a grande população mundial, para sobreviver na terra,
terá que ser homossexual ou bissexual. A espécie de heterossexual será uma
minoria dentro de pouquíssimo tempo e isso com certeza trará uma mudança
comportamental gigantesca no mundo todo e que será necessária para que a
espécie consiga se manter no planeta. Já esta acontecendo na verdade.
Venho falando isso com meus
filhos, converso sobre a importância de aprendermos não apenas a respeitar o
“gosto” de cada pessoa (sim, eu acho que quem gosta de negros, brancos, velhos,
loiros, feios, ruivas, beiçudos, peitudas, jovens, bundudas, asiáticos, gordas,
homens, mulheres, índios....., é um questão de gosto pessoal intransferível),
mas também compreender e aceitar o constante processo de mudança evolutiva que
estamos vivendo. Adaptação é tudo nesse mundo, então é melhor nos adaptarmos
aceitando e respeitando o gosto de cada um.
E para terminar, meu gosto
pessoal é: homem, moreno claro, sobrancelha e nariz bem delineados, nem alto,
nem baixo. Branquelos, nem pensar! Loirinhos demais também não me atraem assim
como negros, asiáticos, gordos, homens com carinha de bebê ou mulheres. Por
fim, sempre gostei de homens com idade aproximada à minha (no máximo cinco anos
a menos, ou cinco a mais). Com isso quero dizer que não sou nem racista, nem
homofóbica. Também não me sinto “A” politicamente correta e muito menos sou preconceituosa,
apenas me sinto atraída por essa espécie humana que está dentro desse meu
padrão de gosto pessoal. Claro que, se fosse solteira e tivesse chance, não
dispensaria um “Brad Pitt da vida”, rs, mas com certeza o Gianecchini é bem
mais “o meu número”..... e o Tick é claro, que é meu número, CPF, conta
corrente..... kkkkkkkkkkkkkkkk
quarta-feira, 24 de abril de 2013
Eu e ela
E começou com uma dor de cabeça insuportável, tosse e enjoo. Era domingo.
Dia seguinte, mais dor de cabeça, mais tosse, mais enjoo, pensei cá com meus botões: comecei mal a semana. Repouso absoluto! Sem dor no corpo, sem mancha, muito tonta e em estado febril. Meu dengo, refleti, não é dengue (graças a Deus).
No pouco tempo acordada olho pela fresta virtual o mundo lá fora e cá debaixo das cobertas sinto frio ao constatar que tem menos gente feliz no facebook, mais assuntos sérios sendo sistematicamente compartilhados, discutidos. Penso, reflito, constato: tamu(s) fudidu(s). Aí vem a noite e com ela a certeza de que se tá ruim, pode piorar, não deu outra, cabeça parece um pinico preste a explodir catarro, os olhos quase saem pra fora de tanta dor e minha doce filhota me chama as quatro da matina passando mal: febre alta, dor de barriga, vômito, dor de cabeça... não foi à aula, perdeu a prova, não comeu nada, só febre e ânsia de vômito. Sem machas no corpo, mas com febre muito alta. Agora ela dorme, dorme o dia inteiro comigo do lado dela. E ainda tenho que agradecer por ter ficado doente junto dela, ou vice versa. Por hoje poder ficar com ela. Por sentir seu corpinho quente junto ao meu, agora morno. Por poder velar seu sonho e cuidar da sua dor...eu e ela!
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
Aqui
Que vazio é esse aqui dentro
Buraco!
Uma dor gigante no peito... um aperto!
Essa certeza incerta
do erro, do mal feito
da fuga
Gosto da luta justa,
do olho no olho,
do sangue que jorra quente nesse chão duro
Escolho o grito,
a dor latente,
um olhar triste,
o outro morto.
Prefiro a raiva exposta,
o tudo e o nada,
a perceber cavernas escuras,
maldades vis, ocultas.
Escolho a morte próxima de peito ferido em espada
à distância cínica do ataque por bala
Prefiro você aqui
e eu, aqui!
Buraco!
Uma dor gigante no peito... um aperto!
Essa certeza incerta
do erro, do mal feito
da fuga
Gosto da luta justa,
do olho no olho,
do sangue que jorra quente nesse chão duro
Escolho o grito,
a dor latente,
um olhar triste,
o outro morto.
Prefiro a raiva exposta,
o tudo e o nada,
a perceber cavernas escuras,
maldades vis, ocultas.
Escolho a morte próxima de peito ferido em espada
à distância cínica do ataque por bala
Prefiro você aqui
e eu, aqui!
sábado, 5 de novembro de 2011
Sem nome
Imagino que nem tenha nome
o grito de uma flor em pedaço
esse riso invisível,
o escuro de sua voz rouca.
Um quê de doçura,
um tanto de loucura
certa violência.
O tecido da noite cobrindo
meu corpo nu.
E por fim,
essa paixão sufocada
lentamente
no fogo que também me consome
o grito de uma flor em pedaço
esse riso invisível,
o escuro de sua voz rouca.
Um quê de doçura,
um tanto de loucura
certa violência.
O tecido da noite cobrindo
meu corpo nu.
E por fim,
essa paixão sufocada
lentamente
no fogo que também me consome
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
Minha doce poetisa
(Uma simples homenagem para duas pessoas que amo ler: minha Cunhadão, Adriana Godoy e Luísa Godoy, a monstra mais linda do mundo)
Sinto medo!
Medo de não te ler mais…
Então fico aqui esperando
cada letra
palavra
cada virgula
parágrafo…
E sem perceber
busco sentir sua voz nessa tela fria
na esperança de saber de você
do seu sonho
daquele pesadelo que continua te assombrando…
Também tenho medo de não enxergar mais seus passos
minuciosamente datilografados
corrigidos
feitos e refeitos
nesse português perfeito
E de não olhar o mundo com seus olhos
E de não sentir a vida que me escapa
E de saber, enfim, que há muito não me pertence mais
Medo de perder esse fio que me liga a você
ao seu mundo ilógico
literário
cibernético
e de saber que existem outros poetas sonâmbulos
escrevendo verdades
e sonhos
bebendo a própria loucura
dedilhada num teclado qualquer
distante…
E na sede que me consome
vejo o medo que cresce
cada vez que apago essa luz azul
que ilumina meu quarto
que acende meus olhos sedentos
e minha pobre alma refletida em seus escritos
Medo de ver por mim mesma
o que acredito não conseguir fazer
o que não me acho capaz de realizar
O feito perfeito
a letra
palavra
a vírgula,
parágrafo
mi-li-me-tri-ca-men-te correto
Então acendo a tela
e me ligo novamente a você
minha doce poetisa
E em êxtase bebo sua loucura digitalizada
saciando, mais uma vez, minha poética sede
Sinto medo!
Medo de não te ler mais…
Então fico aqui esperando
cada letra
palavra
cada virgula
parágrafo…
E sem perceber
busco sentir sua voz nessa tela fria
na esperança de saber de você
do seu sonho
daquele pesadelo que continua te assombrando…
Também tenho medo de não enxergar mais seus passos
minuciosamente datilografados
corrigidos
feitos e refeitos
nesse português perfeito
E de não olhar o mundo com seus olhos
E de não sentir a vida que me escapa
E de saber, enfim, que há muito não me pertence mais
Medo de perder esse fio que me liga a você
ao seu mundo ilógico
literário
cibernético
e de saber que existem outros poetas sonâmbulos
escrevendo verdades
e sonhos
bebendo a própria loucura
dedilhada num teclado qualquer
distante…
E na sede que me consome
vejo o medo que cresce
cada vez que apago essa luz azul
que ilumina meu quarto
que acende meus olhos sedentos
e minha pobre alma refletida em seus escritos
Medo de ver por mim mesma
o que acredito não conseguir fazer
o que não me acho capaz de realizar
O feito perfeito
a letra
palavra
a vírgula,
parágrafo
mi-li-me-tri-ca-men-te correto
Então acendo a tela
e me ligo novamente a você
minha doce poetisa
E em êxtase bebo sua loucura digitalizada
saciando, mais uma vez, minha poética sede
sexta-feira, 25 de março de 2011
O sonho
... e sai correndo pela rua escura
não sentia meus pés voando pela calçada fria
nem meu coração fora do peito
só mesmo as lágrimas que molhavam minha alma
agora seca
agora morta
não sentia meus pés voando pela calçada fria
nem meu coração fora do peito
só mesmo as lágrimas que molhavam minha alma
agora seca
agora morta
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Escolhas
Não combinei vagos sonhos
nem lembranças curtas
aceitei sonhar grande
e viver profundamente
nem lembranças curtas
aceitei sonhar grande
e viver profundamente
domingo, 16 de janeiro de 2011
Meus filhos, meu mundo
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Apenas mais um mortal
A morte de Aécio Cunha, pai do atual senador Aécio Neves, que foi velado ontem dentro da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, mais uma vez me mostrou o quão pequeno é o ser humano e a própria vida. Primeiro me impressionei com a fragilidade do homem público, sempre tão imponente e socialmente perfeito que é a figura do sempre político Aécio. Ali, apesar de toda pompa com tantos políticos, autoridades e poderosos rodeando, marcando presença e fazendo reverencias tanto ao defunto, quanto ao filho famoso, o que ficava mais evidente era a dor daquele filho que naquele momento só queria se despedir do pai deixando bem claro o quanto aquilo lhe era pesaroso. A figura pública e sempre socialmente perfeita deu lugar ao homem privado, imperfeito. Sua dor foi amplamente externada algo que nunca nos foi permito ver nem mesmo supor que algum dia ele seria de fato, humano e com isso sucessível as miudezas do sofrimento comum próprio de um simples mortal. O que vi ali foi o homem, o filho, o pai... uma pessoa comum apesar de tanto luxo, alguém como qualquer um de nós, que ama, chora e se despede com lágrimas nos olhos a perda de um ente querido.
Já num segundo movimento o que também me chamou muita atenção foram os “urubus” que desrespeitosamente não souberam separar a pessoa pública do homem privado que naquele momento sofria e só queria poder viver seu momento tão particular e se despedir, com grande pesar, de seu progenitor. Vi e ouvi pessoas “aproveitando o momento” para fazer conchavos políticos já que várias delas sabiam que estavam desempregadas com o fato de “seus" deputados terem perdido a atual eleição. Eles não estavam ali nem mesmo para serem vistos, eles estavam ali para conseguir emprego para seus protegidos e para si próprios. A coisa chegou a tal absurdo que um repórter teve a coragem de perguntar ao abatido e inconsolável filho qual seria sua posição quanto aos apoios que teriam que ser firmados politicamente dali em diante em virtude do segundo turno para o cargo de Presidente da República. Fiquei tão perplexa com a falta de humanidade daquelas pessoas que me perguntei se o político Aécio Neves não tem mesmo razão para se portar sempre como alguém “superior”, “acima do bem e do mal”, “o ser perfeito e intocável”.
Mas no final, o que me ficou mais evidente é que quando a morte nos bate à porta, somos sempre mortais. Não importa sua condição financeira, sua religião, seus valores e dogmas, você vai ser levado pela fria mão da morte e vai virar pó como qualquer outra pessoa, então seria muito bom se todos parassem de fingir que isso não é uma verdade que lhes atinge e passassem a pensar na vida como algo que merece toda atenção, respeito e cuidado possível: tanto com a própria vida, quanto com a vida dos outros. No mínimo seríamos humanamente mortais e mais felizes.
Já num segundo movimento o que também me chamou muita atenção foram os “urubus” que desrespeitosamente não souberam separar a pessoa pública do homem privado que naquele momento sofria e só queria poder viver seu momento tão particular e se despedir, com grande pesar, de seu progenitor. Vi e ouvi pessoas “aproveitando o momento” para fazer conchavos políticos já que várias delas sabiam que estavam desempregadas com o fato de “seus" deputados terem perdido a atual eleição. Eles não estavam ali nem mesmo para serem vistos, eles estavam ali para conseguir emprego para seus protegidos e para si próprios. A coisa chegou a tal absurdo que um repórter teve a coragem de perguntar ao abatido e inconsolável filho qual seria sua posição quanto aos apoios que teriam que ser firmados politicamente dali em diante em virtude do segundo turno para o cargo de Presidente da República. Fiquei tão perplexa com a falta de humanidade daquelas pessoas que me perguntei se o político Aécio Neves não tem mesmo razão para se portar sempre como alguém “superior”, “acima do bem e do mal”, “o ser perfeito e intocável”.
Mas no final, o que me ficou mais evidente é que quando a morte nos bate à porta, somos sempre mortais. Não importa sua condição financeira, sua religião, seus valores e dogmas, você vai ser levado pela fria mão da morte e vai virar pó como qualquer outra pessoa, então seria muito bom se todos parassem de fingir que isso não é uma verdade que lhes atinge e passassem a pensar na vida como algo que merece toda atenção, respeito e cuidado possível: tanto com a própria vida, quanto com a vida dos outros. No mínimo seríamos humanamente mortais e mais felizes.
terça-feira, 16 de março de 2010
Esse doce vazio
Nunca me senti tão vazia de idéias, pensamentos, escritos...
Um doce vazio lotado de atividade rotineiras
Nem tão chatas, nem tão criativas
Apenas a vida simples de uma mulher como tantas outras:
mãe, profissional, patroa, esposa, filha, dona de casa, amiga...
Sem tempo para uma boa leitura, nem mesmo vontade
Sem tramas, nem dramas
Só vida, vivida
E isso tudo tem me bastado.
Um doce vazio lotado de atividade rotineiras
Nem tão chatas, nem tão criativas
Apenas a vida simples de uma mulher como tantas outras:
mãe, profissional, patroa, esposa, filha, dona de casa, amiga...
Sem tempo para uma boa leitura, nem mesmo vontade
Sem tramas, nem dramas
Só vida, vivida
E isso tudo tem me bastado.
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Querer
Onde está sua curiosidade, seu desejo de saber o que realmente acontece nessa mente inquieta que te instiga e quer?
Onde está sua voz, seu sangue, seu reflexo?
Se digo que quero, é porque sei o que quero.
E e você, você sabe o que quer?
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
A dor de ser assim...
Não chega ser um peso, mas pesa
Não chega a ser o fim, mas sonho com um novo começo
Sinto dor todos os dias, invariavelmente: dor
Queria paz nesse corpo que amo tanto, mas só sinto dor, sempre dor
Sinto dor todos os dias, invariavelmente: dor
Queria paz nesse corpo que amo tanto, mas só sinto dor, sempre dor
De manhã, de tarde, de noite...de madrugada: dor
Canso de sentir tanta dor, mas vivo assim mesmo, com dorSempre dor, todos os dias, todas as horas, cada minuto, segundo...: dor
Levanto com aquela preguiiiça de saber que a dor continua,
uma vontade enorme de sumir, ou me fundir ao colchão: dor
Canso, cooomo canso,mas não desisto e continuo vivendoSem pressa, nem medo, com dor,mas também, com muito amor
É o que me mantém viva.
Não a dor, o amor!
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Esses caminhos
Longa estrada, passos curtos ao vento
Sem pegadas, nem pó
Só cansaço e dor
Corpo moído, olhos tampados
No coração uma pedra, nas costas o mundo
Há tempos não vejo o mar... nem o céu
E continuo procurando, sempre sem rumo
Caminhos inúmeros, tortos, burros
Sonhos perdidos esquecidos em velhos baús
Você tão longe, e eu, tão perto de nós
Sem pegadas, nem pó
Só cansaço e dor
Corpo moído, olhos tampados
No coração uma pedra, nas costas o mundo
Há tempos não vejo o mar... nem o céu
E continuo procurando, sempre sem rumo
Caminhos inúmeros, tortos, burros
Sonhos perdidos esquecidos em velhos baús
Você tão longe, e eu, tão perto de nós
domingo, 18 de outubro de 2009
Meu chão
Não era feio, nem fraco
meu chão era lindo, forte
Não era mentira, nem sonho
era real, brilhante
macio, intenso
Chão que dava firmeza, leveza
Chão que nutria, sustentava
Mas o tempo implacável
destruiu meu chão
Marteladas diárias rachavam sua estrutura
Tentei colar
várias vezes tentei
Mas ele insistia se abrir
partindo-se em vários pedaços
Pedaços de lágrimas
de dor, tristeza
frustrações mil
Pedaços de chão
cada vez mais distantes
pequenos, sem brilho
Agora estilhaços de chão
esse chão
meu chão
meu chão era lindo, forte
Não era mentira, nem sonho
era real, brilhante
macio, intenso
Chão que dava firmeza, leveza
Chão que nutria, sustentava
Mas o tempo implacável
destruiu meu chão
Marteladas diárias rachavam sua estrutura
Tentei colar
várias vezes tentei
Mas ele insistia se abrir
partindo-se em vários pedaços
Pedaços de lágrimas
de dor, tristeza
frustrações mil
Pedaços de chão
cada vez mais distantes
pequenos, sem brilho
Agora estilhaços de chão
esse chão
meu chão
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